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Estónia, esse colosso

por PR, em 13.12.12

Via Insurgente, descobri um artigo do Instituto Von Mises acerca da prosperidade económica da Estónia. O tom é o habitual: panfletário. Mas, desta vez, o autor, Frank Shostak, vai um pouco mais longe do que a generalidade dos austríacos. Não só afirma que os cortes brutais de despesa pública na Estónia não afectaram o crescimento, como diz que o estimularam activamente.  

Against the background of a severe economic crisis in the eurozone, one is surprised to find a member of the euro area that is actually showing good economic performance. This member is Estonia. In terms of so-called real gross domestic product (GDP) the average yearly rate of growth in Estonia stood at 8.4 percent in 2011 against overall eurozone performance of 1.5 percent. So far in 2012 the average yearly growth stood at 2.8 percent in Estonia versus -0.2 percent in the eurozone.

 

A severe cleansing, i.e., the removal of various nonproductive activities is a key factor behind the success story of Estonia. Between Q3 2009 and Q1 2011 the average yearly rate of growth of government outlays stood at -7.4 percent. In short government outlays were cut sharply. Note that this purged various false activities that emerged on the back of previous loose government spending.

Eu tenho uma teoria diferente para explicar a "good economic performance" da Estónia, que deixou o nosso autor tão surpreendido. E ela está (quase) toda contada na imagem seguinte, que mostra o PIB desde 2007.

 

 

 

 

Este é o chamado "efeito base". A Estónia deu um trambolhão tão grande entre 2008 e 2010 que qualquer resquício de convergência para os valores de PIB pré-crise se traduzem num crescimento impressionante face aos trimestres anteriores.

 

Pela mesma ordem de ideias, o Sporting está em óptima posição para ter uma "performance desportiva surpreendente": qualquer vitória que tenha, neste momento, representa uma subida na tabela muito mais significativa do que aquelas a que o Braga ou Benfica podem almejar. Mas esta é uma história de debilidade e vergonha, não de saúde e vigor.  

 

O autor também interpreta a recuperação económica posterior à recessão como resultado da purga que foi feita na despesa do Estado. E afirma que a desaceleração posterior - a destruição criativa que eu, por conveniência, chamo de "diluição do"efeito base" - resulta do afrouxar do cinto e correspondente subida do consumo público.

 

Felizmente, houve países que não se deixaram seduzir pelo canto da sereia da despesa pública depois da ressaca da crise. Um tomou medidas corajosas: fez o maior corte de despesa pública da sua história recente. O outro foi insensível aos apelos austríacos e é hoje uma das economias europeias em que os gastos mais crescem. Já todos sabíamos o que vinha aí.

 

 

 

 

Bom, pelo menos o Frank Shostak sabia.

 

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publicado às 15:06


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